Fizemos várias perguntas aos nossos seguidores no Instagram a propósito do tema discutido no episódio anterior, “Como sobreviver a uma separação?” Marta Crawford comenta aqui as respostas que nos enviaram.

Legenda: H — homemM — mulher | — outr@ 

O —— Empatia, respeito, amor sexo e rir
O —— Fugir da rotina
M —— Respeito pela individualidade de cada um e transparência no que diz respeito aos dois.
M —— Lealdade, comunicação, 
quebrar a rotina
M —— Companheirismo, amizade 
cumplicidade
M —— Confiança
M —— Respeito, tolerância, acordo
M —— Respeito e comunicação
H —— Sinceridade, confiança
M —— Respeito, cuidado, ternura, interesses comuns, amizade, sexo. Um certo encantamento mútuo
M —— Alimentar o amor a dois, não só uma das partes

Das respostas que recebemos na maioria de mulheres, a mais repetida é “respeito”, como sendo o elemento mais importante para que a relação perdure. As regras identificadas a seguir são: amor, amizade, sexo, confiança, fugir da rotina e a comunicação.

M —— Falta de vontade em compreender, más interpretações, infantilidade, falta de empatia
M —— O estar lá mas não estar
M —— A injustiça e a mentira
M —— Quando a discussão vira monologo
M —— O silêncio
M —— Questões monetárias, como eu não ganho…
fico sempre a depender
M —— A falta de argumentos
M —— A não mudança de comportamento face a algo que se pode melhorar e negação que existem problemas
M —— A perceção de desamor
M —— A injustiça 

Para esta questão obtivemos apenas respostas femininas e todas diferentes entre si. Apenas uma repetição para a palavra “injustiça”, o que é surpreendente. Segundo esta amostra de respostas, existem imensas razões para se perder o controlo numa discussão de casal. São tantas as hipóteses que diria que tudo serve de pretexto para se perder o controlo. Mas será que tem que ser assim? O que pode cada casal alterar para evitar perder as estribeiras e deixar de conseguir conversar? O que pode cada pessoa fazer para gerir as suas emoções e a raiva no momento de uma discussão? Como implementar estratégias para aprender a conversar em vez de discutir?
Se tem dificuldade em gerir as suas emoções numa “discussão de casal” peça ajuda, assim ganham os dois e a relação agradece.

M —— A falta de comunicação, que foi o motivo do meu divórcio
O —— Falta de confiança, violência de qualquer tipo
M —— Traição recorrente
M —— Ausência sistemática de lealdade

As repostas referidas apenas por mulheres e por alguém -a quem não podemos atribuir género-, são razões que remetem essencialmente para a falta de confiança, nas quais se inclui a traição, abuso ou a falta de lealdade. Apenas uma resposta diz respeito à comunicação e nenhuma se refere a questões de natureza sexual afetiva ou sexual.

M —— Pensar em mim, compreender as emoções, concluir
que o fim foi a melhor coisa que aconteceu
M —— Psiquiatra, ansiolíticos, e antidepressivos,
reencontrei-o anos mais tarde e nova depressão
M —— Concentrei-me em mim própria. Dediquei-me ao
self love e self care.
H —— Deixei passar tempo, não podia fazer mais nada, e ao fim de 2 anos estava tudo passado
M —— Chorei-a, sangrei a ferida sem pressas, com calma paciência ate que o sol voltou
M —— Comecei uma vida nova noutra cidade, pus o foco
em ser feliz
M —— Enganei-me a pensar que a realidade era invenção
da minha cabeça…
M —— Procurei amar-me
H —— Terapia
M —— Acho que tudo, mas acima de tudo perdoei 

As respostas podem agrupar-se entre aquelas que privilegiam o investimento em si próprias (no caso feminino) no cuidar-se, compreender-se, deixar passar o tempo e querer ser feliz e as que implicaram a negação, a necessidade de apoio terapêutico para lidar com a situação, emoções sentidas e com a saúde mental.

M —— 8 meses após uma separação de 20 de casamento
M —— Não falo por mim, quem tenha em paralelo,
depois é mais fácil
M —— Alguns meses
M —— Não muito. Preferia que estivesse sozinha mais tempo sozinha. Mas deixei-me levar
M —— Podem ser meses, anos ou uma vida
M —— Um ano e meio
M —— 1 ano
H —— Passou um ano e ainda não me sinto preparado  

A maior parte das respostas femininas remetem para a esperança, ou seja, depois de terem feito o seu luto, sentiram-se preparadas para uma nova relação. O luto necessário depois do fim de uma relação, não é vivido de forma igual por todas as pessoas. Depende da personalidade, da forma como a separação se deu, da saúde mental e da energia e vontade de se querer voltar a ser feliz numa relação a dois. Temos o direito de chorar pelas nossas relações falhadas, pelos nossos amores perdidos, mas é importante perceber que o fim é também uma oportunidade para um novo começo. Depois de cada pessoa se restabelecer e de se reencontrar com o seu “eu individual” é comum voltar a esperança e a vontade de um novo relacionamento. Nem sempre temos que estar acompanhados/as, mas não temos que estar sós para sempre.

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