Lançámos três perguntas no Instagram a propósito do tema discutido no episódio anterior, Infidelidade. Das várias respostas recebidas seleccionámos algumas sobre as quais Marta Crawford fez breves comentários.

Respostas femininas

Paixão / Apaixonar-me sem querer / Espaços vazios / Falta de amor / Tédio / O apelo do corpo / O parceiro não satisfazer sexualmente / A vontade e liberdade / O desamor da mulher ou companheira / Carências / Falta de afeto e atenção / Álcool / Nada 

Respostas masculinas

Desejo incontornável / Tesão

Respostas femininas

Perder o chão / Quebra de confiança / Segredo / Amor platónico / Não respeitar a pessoa com quem assumimos um compromisso / Pensar em outras pessoas e estar ligado afetivamente ou fisicamente a outra pessoa.

Respostas masculinas

Ato voluntário de envolvimento com alguém extra relacionamento

Respostas femininas

Sim / Não há regras, desde que não traga sofrimento para ambos / Não / É complicado / Se começasse a contar não sei onde poderia acabar. 

Respostas masculinas

Não

Comentário:

Achei especialmente curioso as respostas femininas, em relação à primeira pergunta “Qual a razão que te levaria a trair?”. Só uma mulher respondeu que nada a faria trair, todas as outras apontaram razões para o fazer. São todas respostas diferentes e nenhuma se repetiu, o que parece querer dizer que a disponibilidade e as razões para trair são muito variadas do ponto de vista feminino. Umas são justificadas pela falta de qualidade da relação afetiva e sexual, outras remetem para a hipótese de ser uma escolha que se faz ou fruto da paixão, apenas uma se refere a excessos.

No caso masculino, as únicas respostas remetem para o excesso de desejo, não apresentando razões relacionadas com a relação ou com os afetos.

Relativamente à pergunta “Deve-se contar aos parceiros/as os pormenores da infidelidade?” as respostas delas são tendencialmente negativas havendo uma única resposta negativa masculina.

Esta é uma questão muito comum entre os casais, porque existe sempre uma grande pressão sobre o elemento do casal que teve uma relação extra-relacional, para o dever de contar todos os pormenores da situação, datas, locais, para que o outro se possa sentir aliviado. Mas raramente alivia. Independentemente do tipo de situação apresentada por cada casal, o meu conselho é que não façam grandes descrições dos pormenores da traição, pois ficam por muito tempo na memória da pessoa traída, minando a possibilidade de ambos ultrapassagem a crise e prosseguirem com a sua vida. Por mais que se considere que se tem o direito de saber tudo, geralmente essa vontade transforma-se numa obsessão e numa procura incessante de provas que é muito desgastante psicologicamente para quem investiga e, para quem tem de estar permanentemente a justificar o que fez. Em nada essa partilha contribui para a resolução da situação.

Teria sido interessante analisar mais respostas e esperamos que no futuro participem mais nestes questionários. Agradecemos a tod@s @s que responderam.

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