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Neste terceiro episódio da série de diretos no Instagram “Ménage à Trois”, a dupla Marta Crawford e Bernardo Mendonça conversam desta vez com o comediante Diogo Faro sobre assédio, violência de género, educação sexual e não monogamia consensual. A propósito de um dos temas do momento, Diogo atira: “Não vamos ser nós homens a ensinar a uma mulher o que é assédio sexual ou a dizer-lhe ‘devias ter falado antes.” Quanto à mudança de mentalidades, fica claro que tudo deve começar na escola. “Se quisermos combater a violência de género temos que começar a educar as crianças de outra maneira. Porque ainda se acha que é o homem que tem mais poder, mais líbido e que quer mais sexo do que as mulheres.” Sobre as várias formas de amar, o comediante junta outro ângulo para a discussão: “Acho a monogamia uma coisa muito bonita e funciona para algumas pessoas. Só não acho que funcione para todas. Temos de começar a falar muito mais sobre o que é que é o poliamor e relações não monogâmicas consensuais.” Veja tudo aqui.

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O músculo mais forte do corpo humano é a língua.


O assédio não tem a ver com o elogio ou sedução, é manipulação, violência de género e poder
Diogo Faro

crónica —— QUARTO DOS HÓSPEDES

Isabela Figueiredo

A falha humana

Eu não gostava dele. Antes de termos começado a trabalhar à distância, eu sempre dissera, na redação, a quem quisesse ouvir, que o Miguel tinha um transtorno narcisista de personalidade, o que explicava a forma sobranceira como tentava dominar-nos. Nas reuniões, o seu sorriso nunca abria.

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Se o homem tivesse o pénis nas costas seria muito mais feliz, não estava sempre a ser confrontado com ele e não teria esta admiração profunda pelo seu falo
Marta Crawford

AS PARTES PERTURBADORAS

Cartas para a minha filha

Cláudia Lucas Chéu

09.05.2021

Posso escrever-te neste momento, usando o tempo útil entre o teu jogo e a cozedura da massa; gosto de fazer várias coisas em simultâneo. Esta semana, o momento alto das nossas conversas foi sobre a derrota e o satisfatório.

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A próstata, que habitualmente pesa cerca de 20 g, num adulto começa a aumentar a partir dos 25 anos e de uma forma mais acentuada depois dos 45 anos podendo chegar aos 80 gramas.
crónica —— dentro de mim
Marta Crawford

O sonho encheu a minha noite

DESPERTOU com um orgasmo sublime. Não era a primeira vez. Mas nunca tinha sonhado com uma mulher. O seu corpo roçava-se no dela, a pele era clara e as mamas, de tamanho médio, muito firmes. As aréolas eram rosadas de um tom bastante mais suave do que as suas e os mamilos, duros, pareciam duas pérolas brilhantes.

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Todas as mulheres que entrevistei passaram por uma situação de assédio mais agressivo logo aos 12 ou 13 anos, porque é quando o corpo se começa a desenvolver. E daí para a frente somam-se mais histórias
Bernardo Mendonça
Em 1966, Masters and Johnson, registaram nas suas avaliações laboratoriais sobre a resposta sexual humana, que durante a excitação sexual, o volume do útero aumentava de tamanho entre 50 e 100%. O tamanho do útero voltaria ao normal depois do orgasmo. Cerca de 10 a 20 minutos depois.

Diogo Faro

É fundamental que percebamos que uma quantidade absurda do que é a sexualidade e o género são construções culturais. Alguém disse que as coisas eram assim, e o resto acreditou (de uma forma muito simplista). Mas a verdade é que grande parte das crenças que temos em relação à sexualidade e ao género está relacionada com estruturas de poder e a manutenção de determinada ordem social.

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Temos de começar a falar muito mais sobre o que é que é o poliamor e o tipo de relações não monogâmicas consensuais.
Diogo Faro
Se numa violação, a maior das agressões, ainda se diz que “ela se pôs a jeito”, relativamente ao assédio é mais difícil as mulheres se imporem e denunciarem
Marta Crawford
Chama-se vulva ao conjunto dos órgãos sexuais externos da mulher. Eles são: o monte-de-vénus, os grandes e os pequenos lábios, o clítoris, o introito vaginal e o meato urinário. Há quem chame vulva à vagina, o que não está correto.

crónica —— QUARTO DOS HÓSPEDES

Marco Gonçalves

Sexo & Género

Digo, muitas vezes também, que a boca, os genitais e o ânus não têm orientação sexual, nem de género. E este é um exemplo redutor e que não considera, intencionalmente, a autodeterminação da pessoa e a sua alegada orientação sexual. Os órgãos e os comportamentos não têm orientação sexual mas podem ter uma atribuição de género.

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Eu acho a monogamia uma coisa muito bonita e acho que funciona para algumas pessoas. Só não acho que funcione para todas as pessoas. E isso deve ser falado com mais normalidade.
Diogo Faro

As iguarias da semana são desta vez os livros: “O Mel da Deusa”, de Tamar, “O Teu Corpo É Teu” de Rachel Brian e “Pornopopeia” de Reinaldo Moraes. Sugerimos ainda a grande série “I May Destroy You”, de Michaela Coel, e os filmes “Summer with Monika”, de Ingmar Bergman, e “La Vie D’Adèle”, de Abdellatif Kechiche. Bom proveito!

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O nosso papel enquanto homens é ouvir as mulheres e, depois, falar com outros homens sobre a importância de desconstruir os papéis de género.
Diogo Faro
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Segredos do Sexo Feliz foi o tema escolhido pela psicoterapeuta e sexóloga Marta Crawford para falar na edição de 2010 do TEDXPorto, a convite de Manuel Forjaz, um dos grandes impulsionadores do Tedx em Portugal. “O sexo é uma coisa muito boa, mas nem toda a gente sabe disso.”, destacou logo no início Marta Crawford. Oiçam-na!
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