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Quais as práticas sexuais que mais gostamos, mas de que não falamos por pudor? Ainda há muitos tabus no sexo? — Eis um episódio sobre as práticas sexuais propriamente ditas, preferências e desejos. Até que ponto os preconceitos da sociedade condicionam a vivência do prazer? Quais os maiores mitos a desmontar? Os portugueses continuam a preferir a posição de ‘missionário’ e dormir em ‘conchinha’? E os casais estão a conversar mais entre si sobre os seus verdadeiros gostos e vontades? Quanto a isto, a psicoterapeuta e sexóloga Marta Crawford sublinha uma ideia principal a ter sempre em conta, antes de tudo: “Quando um não quer, dois não podem. A vontade de quem não quer deve sempre ser respeitada.” Eis o mote para mais uma conversa desempoeirada entre a sexóloga e o jornalista Bernardo Mendonça
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Há casais que se conhecem tão bem que sabem detalhadamente o que fazer para dar prazer ao outro e alinham juntos nas fantasias. É o caso de Mike Venturas, barbeiro, de 39 anos, que revela aqui algumas das suas preferências sexuais, fala da relação com a mulher feita de amizade e muita química, e deixa alguns conselhos para eles e elas. Por outro lado, há parceiros de uma vida, muito companheiros, que mesmo já tendo experimentado uma ou outra coisa mais ousada ou lúdica, perceberam que não é isso que mais os estimula e apostam numa sexualidade cúmplice e refinada. É o caso da Rosário e do Daniel, um casal que está junto há muitos anos e que ainda mantém a chama e o amor. Ouçam-nos.

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crónica —— o lugar do outro

Bernardo Mendonça

Deus é pai. E Rita é a deusa do fetiche.

De Nova Iorque a Londres. A cama era a arena. Admiradores “Rita-maníacos” que iam ao céu e aos infernos com a hipótese de serem subjugados, espremidos e esborrachados pelo poder das pernas e das coxas desta guerreira.

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O primeiro vibrador foi inventado em 1869 por George Taylor para tratar as mulheres consumidas pela ansiedade, irritabilidade, e pela excitabilidade, ou seja, mulheres com histeria. Esta engenhoca, movida a vapor, veio substituir o trabalho manual dos médicos. Pouco tempo depois, surgiram diferentes modelos de vibradores, movidos a ar, água, gás, bateria, pedal e eletricidade.
“Quanto mais paletas de cores experimentarmos na sexualidade, quanto mais curiosos formos, não só descobrimos melhor o que gostamos e o que não gostamos, como ficamos com mais vocabulário sexual e mais realizados”
Bernardo Mendonça

AS PARTES PERTURBADORAS

Cartas para a minha filha

Cláudia Lucas Chéu

18.04.2021

Esta semana, vieste contar-me que os teus amigos rapazes te disseram no recreio que «a tua mãe é lésbica». Fiquei aflita, sei bem como as pessoas podem ser cruéis sobre este assunto, sejam miúdas ou graúdas.

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47%
É a percentagem de participantes que afirmou ter diminuído a frequência da atividade sexual durante a pandemia. E 40% indicou uma redução da satisfação sexual como consequência da covid-19. Paralelamente, 24% das mulheres e 23% dos homens apontaram ainda uma diminuição dos comportamentos sexuais, embora 17% e 14%, respetivamente, tenham referido um aumento na frequência da atividade com o parceiro.
Fonte: Resultados do estudo preliminar desenvolvido no âmbito do projeto internacional “I-SHARE, composto por 33 países dos cinco continentes, realizado pelo Sexlab, da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do Porto, que contou com 3322 participantes portugueses.

ENTREVISTA

Miguel Guilherme

Nunca liguei o sexo ao romance. Embora me tenha apaixonado por pessoas com quem fiz sexo. Mas para mim o sexo é outra coisa. É outra água. Podem ser outras águas. Há pessoas que só conseguem fazer sexo quando se apaixonam. Eu não. O sexo para mim pode ser completamente dissociado do amor romântico.

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crónica —— dentro de mim
Marta Crawford

Neva dentro de mim

Chovia torrencialmente, quando o caro parou à frente de sua casa, o visor marcava 18 graus, mas quando abriu a porta, a sensação térmica provocou-lhe um arrepio profundo – nevava dentro de si. O casaco de pelo de raposa, que tinha herdado da avó, não lhe aquecia o corpo e o chapéu russo do avô não lhe conseguiu aquecer a alma.

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Os primeiros preservativos conhecidos eram feitos de uma porção do intestino de um cordeiro, lavados, secos e depois amolecidos por meio de massagens com farelo e óleo de amêndoas
“Há muitos casais heterossexuais que têm a prática de sexo anal. O maior tabu é o ânus heterossexual masculino.”
Marta Crawford
17% DAS MULHERES E 24% DOS HOMENS
indicam um aumento da frequência da masturbação, como consequência da pandemia, sendo que a maioria dos participantes refere não ter havido mudanças relativamente ao consumo de pornografia.
Fonte: Resultados do estudo preliminar desenvolvido no âmbito do projeto internacional “I-SHARE, composto por 33 países dos cinco continentes, realizado pelo Sexlab, da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do Porto, que contou com 3322 participantes portugueses.

crónica —— QUARTO DOS HÓSPEDES

Aldina Duarte

Na pele das palavras

As palavras são sagradas no amor e na vida. Podem ser ditas, escritas, cantadas, pintadas, bordadas, esculpidas, codificadas, ocultadas ou silenciadas. Uma vez, depois de terminado um namoro breve, mas intenso, resolvi esconder na casa do ex-namorado um papel com a palavra inventada só para nós dois. Até hoje não sei se foi encontrada, se continua no esconderijo onde a deixei, não importa.

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41%
Percentagem de pessoas que necessitaram de realizar testes relacionados com a saúde sexual, como os do VIH ou outras infeções sexualmente transmissíveis, e que se viram dificultados ou impedidos ao acesso dos mesmos pela pandemia.

Fonte: Resultados do estudo preliminar desenvolvido no âmbito do projeto internacional “I-SHARE, composto por 33 países dos cinco continentes, realizado pelo Sexlab, da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do Porto, que contou com 3322 participantes portugueses.

crónica —— QUARTO DOS HÓSPEDES

Rui Dias Monteiro

Bem boas as broas de mel

Dificilmente acredito em teorias da conspiração. Como nas receitas, é importante conferir as fontes. Já no sexo, dependendo das pessoas, senti tesão e nenhuma paixão, pena e algum carinho, tanto cuidado e demasiado amor. Isto apenas para listar algumas possibilidades nem sempre excitantes à partida.

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“A maior parte das pessoas tem um ideal de sexualidade. Por um lado, tudo se pode fazer entre quatro paredes, por outro lado, as pessoas têm uma espécie de menu pré-estabelecido da forma como estão intimamente.”

Marta Crawford

No cardápio desta semana temos os livros “Viver o sexo com prazer”, de Marta Crawford; “Motel Voyeur”, de Gay Talese; “A Mulher Sapiens”, de Cláudia Lucas Chéu; “O Atlas da V”, de Lisa Vicente; e ainda o “Da meia-noite às seis”, de Patrícia Reis. E ainda vos servimos a série juvenil Big Mouth, na Netflix, e o filme “Mulher Fantástica.” Bom proveito!

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Há um ano, quando o país foi obrigado a ficar em casa com a chegada da pandemia, a dupla deste programa iniciou uma série de diretos semanais no Instagram e no Facebook a que chamou de “Xarope para a Tosse”. Conversas sem guião, totalmente improvisadas e espontâneas, entre o jornalista Bernardo Mendonça e a psicoterapeuta e sexóloga Marta Crawford. Foram esses ‘lives’ a génese do Muito Mais Do Que Sexo. Aproveitem para (re)ver!
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