A falha humana

Eu não gostava dele. Antes de termos começado a trabalhar à distância, eu sempre dissera, na redação, a quem quisesse ouvir, que o Miguel tinha um transtorno narcisista de personalidade, o que explicava a forma sobranceira como tentava dominar-nos. Nas reuniões, o seu sorriso nunca abria. No entanto, os olhos, quando não fugia com o olhar, não mostravam malevolência, mas insegurança