Porque é a Cultura do Prazer que tantas vezes nos salva sugerimos desta vez: Os livros de poesia “Alegria para o fim do mundo”, de Andreia C. Faria; “Uma falha nos dentes”, de João Gesta; “Um dia tudo isto será meu” [Antologia], de João Habitualmente; assim como as obras “O Sexo Inútil”, de Ana Zanatti, e a “A Devoradora de Pecados”, de Megan Campisi. Quanto a séries e filmes, aconselhamos o “Sexify”, realizado por Piotr Domalewsk e Kalina Alabrudzińska; o filme “Prazer, Camaradas!”, de José Filipe Costa e, ainda, a peça de teatro “Top Girls” em cena no Teatro Nacional D. Maria II. Bom proveito!

Em segredo, disse: Sex Toy

O metro estava, como sempre, atrasado. Percorro a plataforma até à máquina de vending perto das escadas. Saco do cartão enquanto olho para a vitrine iluminada: A7 ou D5 – um destes dois é o que me apetece pela manhã. Carrego nos botões e pago, mas a roldana que segura a minha escolha pára na última volta. O dildo ficou encravado. Em desespero, começo a abanar a máquina. O metro aproxima-se. O vizinho do lado ajuda no processo. O dildo cai. É meu.

It takes two for tango

Parou no sinal vermelho e continuou a cantarolar a sua nova crush musical de Piazzola. Reparou num urinol público que estava na praceta. Era raro encontrar “sumidoros públicos” como aquele: sem portas, entrava-se, circulava-se e descarregava-se. Feito para homens, claro para “funccções naturaes, que a decência manda ocultar”, segundo o edital da Câmara Municipal de Lisboa de 1953. Nenhuma mulher se atreveria a dar uso aquele espaço, quer pela falta de condições, quer pela pouca higiene que apresentavam. Urinóis para homens, numa época em que as mulheres não faziam xixi fora de casa.

Um punho cheio de amor, outro cheio de ódio

Conheci o Marco Moreira em 2011. Estava condenado por homicídio e a cumprir uma pena no Linhó há 12 anos. A vida não é feita de bons e maus e um só homem pode ser capaz do melhor e do pior. E, como bem sabemos, as circunstâncias podem embalar um corpo para o abismo. Um abismo que se podia ler com detalhe no seu corpo fora da lei.

Isso também já te aconteceu na cama?

Claro que há assuntos e assuntos. E alguns devem ser abordados com um sexólogo. Ou um psicólogo. Ou um urologista. Ou um ginecologista. Cada um saberá que tema levar para que fórum, da falta de libido à disfunção eréctil, do desejo sexual hipoativo à aversão, da perturbação da excitação à perturbação do orgasmo, do vaginismo à secura vaginal, da disfunção ejaculatória à dispareunia (dor).

Seja feita a minha vontade

Há uns anos, um namorado meu começou a tocar-me de forma mais brusca – tínhamos acabado de discutir e ainda estávamos na ressaca da discussão – e eu rejeitei-o. Ele insistiu no toque mais agressivo e eu continuei a rejeitar. Ele continuou e eu rejeitei, novamente. O que poderia ser um jogo de sedução passou a um jogo forçado.

16.05.2021

«As lésbicas também fazem sexo, mãe?» Lançaste a bomba enquanto subíamos a rua íngreme até à nossa casa, vinha eu carregada do supermercado que nem um jumento com os alforges atestados de comida. Resfoleguei. Desta vez não te ia mentir como fiz em relação ao sexo anal, mas tive de pousar os sacos de compras no chão para ganhar fôlego.

O sonho encheu a minha noite

DESPERTOU com um orgasmo sublime. Não era a primeira vez. Mas nunca tinha sonhado com uma mulher. O seu corpo roçava-se no dela, a pele era clara e as mamas, de tamanho médio, muito firmes. As aréolas eram rosadas de um tom bastante mais suave do que as suas e os mamilos, duros, pareciam duas pérolas brilhantes.

As iguarias da semana são desta vez os livros: “O Mel da Deusa”, de Tamar, “O Teu Corpo É Teu” de Rachel Brian e “Pornopopeia” de Reinaldo Moraes. Sugerimos ainda a grande série “I May Destroy You”, de Michaela Coel, e os filmes “Summer with Monika”, de Ingmar Bergman, e “La Vie D’Adèle”, de Abdellatif Kechiche. Bom proveito!